quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Como Identificar o Sexo do Coelho


Esta é uma tarefa que parece fácil, no entanto torna-se bastante difícil devido à semelhança entre os órgãos sexuais de machos e fêmeas antes da maturidade.
Existem casos de pessoas que compraram seus mascotinhos de criadores que lhes asseguraram que aqueles eram de determinado sexo, mas qual não foi a surpresa desses donos ao descobrirem o verdadeiro sexo de seus mascotinhos. O resultado é um coelho macho chamado lilica ou um coelho fêmea chamado bolão. É claro que ao atingir a maturidade torna-se mais fácil a identificação do sexo, mas você não vai querer esperar até que seu coelho atinja a maturidade para saber seu sexo, certo?
Para criadores, acostumados com inúmeras inspeções em seus coelhos, a identificação é tão fácil que eles pegam o coelho e em alguns poucos segundos já te dizem: "é macho" ou: "é fêmea". No entanto, meros mortais como nós (rsrs) não são capazes de tal proeza e, mesmo após inúmeras inspeções, ainda terminamos por errar o sexo dos nossos coelhos.
Pesquisando em diversos websites, obtive algumas dicas e vou procurar resumi-las e ilustrá-las da melhor maneira possível, tentando ser claro para transferir um pouco do que aprendi a respeito.
Antes de pegar seu mascote, faz-se necessário prestar bastante atenção na gravura abaixo, a fim de familiarizar-se com o formato dos órgãos sexuais de ambos os sexos:

clique na imagem para ampliar

Nota-se que o órgão sexual masculino é mais parecido com um pontinho elevado, ao passo que o feminino é mais parecido com um ponto de exclamação.
Existem também outras diferenças, que serão vistas mais à frente.
Agora que você já está mais familiarizado com os órgãos reprodutivos de ambos os sexos, vamos por mãos-a-obra.
Pegue seu coelho e vire-o de barriga para cima. Esta é a parte mais difícil, pois a grande maioria dos coelhos não gostam de serem pegos no colo e muito menos de serem virados de barriga para cima. Você pode pegá-los e colocá-los no colo, de frente para você ou colocá-los em seus braços, com a parte que será analisada próxima à sua barriga. Tome muito cuidado, pois os coelhos esperneiam e podem machucar a si mesmos ou aos donos, caso suas unhas não estejam devidamente aparadas.
Particularmente acho o método de colocá-lo no colo mais fácil, pois o dono passa a ter um maior controle sobre seu mascote, evitando acidentes.
Se quiser paralisar seu coelho, abra seus dedos indicador e médio, formando um "V" com os dedos. Em seguida coloque em volta do pescoço do animal, deixando bastante espaço entre seus dedos e o pescoço do coelho, para não machucá-lo. O objetivo deste método é apenas colocar um obstáculo mental no coelho, para que ele pense que não conseguirá se mover enquanto sua mão estiver ali, e não de machucar o coelho. Portanto, não aja com crueldade e jamais aperte os dedos na garganta de seu mascote. Deixo bem claro aqui que este método é apenas para criar uma espécie de "coleira" ou "amarra mental" no mental, não existindo a necessidade de toque físico. Apenas pelo fato de seus dedos estarem aos lados da cabeça do animal, este já se sentirá rendido e não se moverá.
Se necessário, peça a ajuda de alguém para segurar o coelho.
O orifício mais próximo à cauda é o ânus do coelho. O outro é o aparelho reprodutor.
Com seu dedo indicador, pressione a área da barriga mais próxima possível do órgão reprodutor. Neste momento você deve ser delicado mas firme, caso contrário o órgão não ficará exposto, o que resultará em um resultado errôneo.
Compare o órgão descoberto com as das gravuras a seguir:


clique nas imagens para ampliar

Se após comprimir o local aparecer uma ponta com cerca de 0,5 a 1 centímetro de comprimento, é macho. Dependendo da idade do coelho, esta ponta pode apresentar-se ligeiramente encurvada.
Se aparecer uma fenda levemente saltada e de forma oval, então trata-se de uma fêmea.
Ao terminar de realizar a inspeção, tome cuidado para não se machucar, pois tão logo seu coelho perceba que sua mão não está mais segurando-o, ele sairá correndo.
Espero que com estas dicas esta tarefa torne-se um pouco mais fácil.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Desmistificando: Toxoplasmose


Algumas pessoas tem se encontrado com dúvidas com relação à toxoplasmose.
Muitas mulheres gestantes ou que estão pretendendo ser mães tem, inclusive, planejado se desfazer de seus mascotinhos por medo desta doença. Este comportamento é, na maioria das vezes, incentivado por médicos muito desinformados a respeito do assunto.
Para quem não sabe, a toxoplasmose é uma doença infecciosa causada pelo protozoário toxoplasma gondii. Na maioria dos casos (em pessoas sadias) a doença não resulta em danos mais sérios, muitas vezes não passando de uma ligeira indisposição. Nas pessoas de baixa imunidade os riscos são maiores, especialmente nas mulheres grávidas, pois o contágio durante a gravidez acarreta à abortos, partos prematuros, mal formação do feto, além de cegueira no bebê. Pode, em casos mais graves, levar até mesmo à morte da criança.
Às pessoas (especialmente as mulheres) que chegaram até esta parte do post, peço que não se desesperem e comecem a pensar: "Tenho que me desfazer dos meus coelhos". Digo isso porque, sem sombra de dúvidas, o coelho não transmite a doença.
Para entender porque eles não transmitem, vamos primeiro tentar entender como é o ciclo de vida desse parasita, e vocês entenderão o porquê de eu ter colocado aquela fotinho ali tão fofa de um coelho e um gatinho.
Tudo começa quando um felino (o gato, para ser mais explícito) ingere carne contaminada (rato, carne crua etc) com cistos (ovos). No estômago do animal este cisto (denominado oocisto) é absorvido, liberando o parasita, que se reproduz e forma novos cistos, que por sua vez são expelidos pelos felinos em suas fezes (cerca de 500 milhões em cada defecação). Os animais como o coelho ou rato, por exemplo, são contaminados pelos oocistos expelidos nas fezes dos felinos, que contaminam a água, o solo ou os alimentos. Os felinos se alimentam destes animais e terminam contaminados novamente, concluindo, assim, o ciclo de vida do parasita.
ciclo de vida do toxoplasma gondii

Bom, agora surge a seguinte dúvida: se o coelho pode ser portador da doença, por que ele não pode transmiti-la? Porque o ciclo só se completa nos felinos. Apenas os felinos (hospedeiro definitivo) podem expelir os oocistos e liberá-los no ambiente. Além do mais, dada a fragilidade do sistema imunológico dos coelhos, eles morreriam tão logo fossem contaminados.
Em animais como o coelho, o rato, a cabra etc, chamados de hospedeiros intermediários, o parasita se aloja nos músculos, impossibilitando-o de formar cistos e estes serem expelidos. O único meio de contágio por estes animais é através da ingestão da carne mal cozida.
Um coelho (ou mesmo um ser humano) pode ser contaminado pela toxoplasmose através das fezes do gato. Neste caso, é grande a chance do coelho morrer, pois ele sofreria de paralisia, falta de apetite, diarréia e forte febre.
Nas grávidas o risco é muito grande, conforme já foi descrito aqui.
Para evitar o contágio por parte das gestantes, convém que as mesmas não tenham contato com as fezes dos gatos. Portanto, se você cria gato em casa, enquanto estiver grávida peça para que outra pessoa limpe a caixa de areia de seu gato. Mantenha o bichano sempre dentro de casa e utilize luvas para mexer no jardim. Vale lembrar também que é importante que você cozinhe bem a carne que ingerir e lave muito bem frutas e verduras. Os mesmos cuidados valem para seus gatos: não os deixe apanhar ratos e não lhes dê carne crua ou mal cozida.
Existe um exame que detecta se a pessoa é imune ou suscetível à toxoplasmose. Pode-se fazer este exame como medida preventiva.
Caso exista o contágio pelo ser humano, o próprio sistema imunológico já se encarrega de eliminar o parasita. O risco é mesmo válido apenas para as gestantes, devido à baixa imunidade do feto.
Atualmente não existe um meio seguro de saber se o gato está ou não com a doença. Portanto, todo o cuidado é pouco para quem cria mini coelhos e gatos juntos.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Comportamento: Coelho Comendo Fezes


Não, eu não estou louco: isto existe mesmo!
Muitos donos podem ainda não ter prestado atenção à este comportamento. Outros já devem ter percebido e com certeza devem ter se assustado muito, e até mesmo algumas pessoas devem ter brigado com seus mascotinhos, com receio de que eles pudessem ficar doentes ou que estivessem perdendo a educação.
Contudo, este é um comportamento bastante comum entre os lagamorfos (classe à que os coelhos pertencem) e não se trata de falta de higiene, doença ou fome: trata-se apenas de saúde, por mais estranho que isto possa parecer.
À este comportamento damos o nome de "coprofagia", e é recomendável que o próprio dono incentive-o, pois traz inúmeros benefícios ao coelho, conforme será explicado a seguir.
Antes, porém, vamos tentar entender por que este comportamento ocorre.
Os vegetais e as frutas possuem um tipo de nutriente denominado celulose, que é indispensável para regular o funcionamento do organismo, ativando as funções gástricas e desintoxicando o organismo, além de servir como uma ótima fonte de energia.
Acontece que os herbívoros não conseguem digerir totalmente estes nutrientes, devido à falta de enzimas em seu aparelho digestivo.
Então, o que acontece?
Ao ingerir celulose, entram em ação alguns microorganismos que se encontram no aparelho digestório dos coelhos. Estes microorganismos fermentam e degradam a celulose, tornando-os melhores para serem reaproveitados pelo animal. Durante a fermentação, são produzidos ácidos voláteis, bem como vitaminas e proteínas.
O problema é que esta substância é obtida no ceco (um órgão situado entre os intestinos delgado e grosso) e não no estômago.
Então, para reaproveitar esta substância, os coelhos expelem uma substância massenta através do ânus. Esta substância é, então, ingerida pelo animal para reaproveitamento de nutrientes e vitaminas.
É importante que o dono fique de olho e saiba diferenciar entre fezes normais, fezes mucosas (cecotrofos), fezes moles e diarréia. Esta última, quando identificada, deve ser imediatamente tratada.
Abaixo postei uma imagem de alguns exemplos de fezes:
clique na imagem para ampliar

As fezes moles são obtidas especialmente em dias mais quentes, pois o coelho sente mais sede, aumentando o consumo de água, o que faz com que suas fezes passem a sair com uma maior concentração de l;iquidos, tornando sua consistência mais mole. Não se espante, seu coelho está saudável. Dê bastante folha de bananeira e feno que logo seu mascote volta ao normal.
Os cecotrofos são obtidas mais no começo da noite e no início da manhã, quanto que as fezes normais são obtidas durante o dia e, ao contrário dos cecotrofos, não podem ser re-ingeridas pelo coelho. 
Por isso, se um belo dia você ver seu coelho com fezes na boca, não brigue com ele: isto é fundamental para sua saúde, pois somente assim ele consegue absorver todos os nutrientes que ingere, e isso o deixará bem mais saudável.

Mini Coelho: Ralph

Pessoal, este lindo mini-coelho é o Ralph, o mascotinho do papai Vitor Fiorante.

*Quer a foto do seu mascotinho divulgada? Envie uma foto sua e do seu coelhinho para:
hot.fusion@hotmail.com 

Ensinando o Coelho a Usar o Banheirinho


Muitas pessoas se encontram com dúvidas com relação a como ensinar o coelho a fazer suas necessidades em um único lugar, mantendo a casa ou a gaiola mais limpa.
Pesquisando muito pela internet, sempre me deparei com a palavra "litter".
Mas a final, o que é o litter?
Litter é um material absorvente, muito parecido com rolinhos de madeira prensada, que são usados para absorver o xixi e eliminar os odores.
Infelizmente aqui no Brasil me parece que este material não existe (se eu estiver enganado, por favor me corrijam). A falta deste produto aqui no Brasil não é nenhuma novidade, dado o abandono que nós, donos de mini coelhos, sentimos por parte de inúmeros pet shops que nem sequer sabem que coelhos são animais de estimação.
O material mais parecido que encontrei foi a areia sanitária para gatos feita de micro cristais de silica gel chalesco, que nada mais é do que pequenos cristais que absorvem o xixi e que duram muito tempo. Estes cristais são antialérgicos e inibem a proliferação de bactérias. O melhor de tudo é que eles possuem indicador de quando devem ser trocados, mudando de cor quando estiverem saturados de xixi.
Outra vantagem é a durabilidade (um pacote pode durar de 1 a 4 meses).
Existem várias marcas no mercado e abaixo estou colocando uma imagem de uma delas:
micro cristais de silica gel chalesco

Bom, agora que já sabemos o que é o litter e o que podemos usar para substituí-lo, vamos ao que interessa: o adestramento.
Para adestrar seu coelho, é fundamental ter muita paciência e insistência.
Cabe saber também que coelhos mais velhos são mais fáceis de se ensinar do que coelhos mais novos, pois já estão mais habituados a se adaptarem à escolha de um único lugar para fazerem suas necessidades. Se você tiver um coelho novo será um pouco mais difícil, mas claro que toda a regra tem sua excessão. Apenas de todos os problemas, não desista!
Para quem tem coelhos macho, também surge outro problema: a demarcação de território. Ao chegar à fase adulta, é normal que o coelho comece a urinar em vários lugares, para deixar seu cheiro e demarcar aquele lugar como sendo dele. Muitas vezes o coelho aprende a fazer suas necessidades no banheirinho quando é mais jovem, mas ao chegar à fase adulta saem por aí deixando suas "marcas". Neste ponto cabe ao dono avaliar uma possível castração, já que a castração evita, inclusive, vários tipos de câncer. Aos que optarem por não castrar, mantenha a calma e saiba que logo seu mascote irá parar com este comportamento, assim que todo o ambiente estiver marcado por ele.
 É importante escolher um bom material para usar como banheiro. Tenha em mente que seu coelho pode acabar roendo e se intoxicando, por isso faça a escolha com bastante cuidado. Geralmente em pet shop encontram-se vários tipos de caixa para gato, algumas inclusive cabem dentro da gaiola. 
Se você tiver uma caixinha parada em casa, pode utilizar a imaginação e improvisar.
Se você possui aquelas gaiolas com fundo de metal pode forrá-la com jornal e serragem ou ainda cobri-la com a areia de cristal de silica. Recomendo a utilização da areia apenas neste caso, pois evita que o coelho tenha acesso aos cristais, o que poderia ser prejudicial à ele em caso de ingestão.
O ideal é colocar um pouco de feno no local onde você quer que ele utilize como WC (banheiro), pois geralmente enquanto o coelho come ele também defeca. Esta é uma situação muito normal. Fazendo isso seu coelho irá assimilar mais rapidamente o local como seu WC.
Pode-se fazer o seguinte: coloque seu coelho na gaiola e deixo-o lá por algumas horas somente com água e feno. Forre o canto da gaiola escolhido com o material de sua preferência. Coloque um pouco de feno sobre o local escolhido. Aos poucos seu coelho irá fazer as necessidades ali. Tenha paciência se, no começo, ele continuar utilizando outros lugares. Quando o local escolhido por você estiver cheio, troque a forração mas sempre deixe um pedaço de papel absorvente (pode ser jornal) com um pouco da urina do coelho, assim ele sentirá o cheiro e sempre fará suas necessidades naquele local.
Jamais deixe feno em outro local enquanto estiver treinando-o, pois isto poderia facilmente confundi-lo.
Caso seu coelho teime em urinar em outro lugar, diga "Não!" para ele em tom firme e leve-o de imediato para    o local com o banheiro. É imprescindível que você faça isso no momento exato em que ele estiver fazendo isto, pois só assim ele saberá que você está brigando com ele por urinar em local errado, evitando deixá-lo confuso.
Limpe o local com vinagre branco para disfarçar o cheiro e eliminar a marcação do coelho.
O mais provável é que seu coelho (e não você) escolha o local onde servirá de banheiro. Respeite-o e coloque a caixa ou material absorvente no local.
Se seu coelho vive solto, preste atenção ao local escolhido pelo coelho (geralmente ele irá urinar em um só lugar) e coloque a caixinha neste lugar, elogiando-o sempre que ele fizer no lugar certo.
Muitos coelhos não gostam de lugares abertos, pois isso vem da natureza deles. Uma maneira de contornar isso é colocando o banheiro nos cantos, encostado nas paredes ou colocar madeira no fundo, dando mais segurança aos pequeninos.
Lembre-se: cada vez que seu coelho urinar em lugar errado, leve-o de imediato para o banheirinho. Mantenha atenção redobrada no período de aprendizado e, caso você não consiga fiscalizá-lo sempre, reduza o espaço dele apenas para o local com o banheiro.
A limpeza do banheiro deve ser constante, a fim de evitar doenças causadas pela urina. A urina é ácida, e mesmo que seu coelho não tenha contato com ela, pode desenvolver problemas respiratórios. Contudo, procure sempre deixar um papel ou pano com urina no banheiro, para que seu coelho possa identificar e lembrar o local certo para fazer suas necessidades.
Uma solução mais drástica para os que continuam com dificuldades em aprender onde urinar, é colocar várias caixas pela casa. Por exemplo, se seu coelho urinou no quarto, coloque uma caixa exatamente no local utilizado pelo coelho. Se ele voltou a urinar fora da caixa, mas desta vez na sala, coloque outra caixa no local e assim sucessivamente. Aos poucos você verá que ele terá preferência por um só local. Vá eliminando as demais caixas, assim que isto acontecer.
Abaixo temos uma imagem de um bom banheiro:
Este é um bom exemplo de banheiro para seu mini-coelho, pois possui uma grade que mantém o pequeno longe do contato com a urina e com o material absorvente utilizado.

Seu coelho é como você e também gosta de elogios. Lembre-se sempre de elogiá-lo toda a vez que ele urinar no lugar certo.
Com um pouco de paciência e dedicação, logo os resultados começarão a aparecer.
Tenha paciência e não espere que seu coelho aprenda tudo da noite para o dia (nem nós aprendemos tão rapidamente).
Ainda que você consiga fazer com que seu coelho aprenda a usar o WC, acidentes inevitavelmente irão acontecer e você irá se deparar, mais cedo ou mais tarde, com as "simpáticas bolinhas", mas isso bem raramente e em pouca quantidade.
No caso das bolinhas, vale a mesma dica usada no aprendizado com a urina: pegue a bolinha e o coelho e os coloquem no banheiro.
Se o coelho passar por algum estresse ou perda ele ainda poderá voltar a urinar fora do banheiro. Preste bastante atenção se isso vier a acontecer, pois esta pode ser a maneira que ele tem de se expressar e dizer o que sente. Tenha paciência e repita o aprendizado até que a situação volte a se normalizar.
Quando seu mascotinho passar a utilizar o baheiro, você verá o quanto estes bichanos são inteligentes e limpos.

Mini Coelho Em Fuga

Tem muita gente que insiste em dizer que os coelhos não são animais espertos.
Para todas essas pessoas resolvi postar o video abaixo.
Veja só como esses bichanos podem usar a inteligência e aprender a fazer coisas que deixam até mesmo os felinos de queixo caído:

sábado, 19 de novembro de 2011

Verão: Cuidados com o Calor


O verão está chegando e, com ele, aumentam as preocupações com nossos mascotes por conta do calor.
A cada ano que passa, as temperaturas sobem de maneira descontrolada. Não são raros os dias em qua a temperatura ultrapassa a casa dos 40 graus em muitas regiões do país.
Os coelhos são animais muito bem adaptados ao frio devido à sua densa pelagem, e muitos de seus antepassados viveram em regiões extremamente frias na Europa.
Ao chegar o verão, os riscos de seu mascote sofrer por causa do calor são muito grandes.
Este é mais um motivo para que você pense muito bem sobre o local onde seu coelho passa a maior parte do dia. Este local deve ser muito bem arejado e fresco. Evite ao máximo lugares abafados e com pouca ventilação. Caso o "território" onde seu coelho se encontra não atenda à estas condições, é hora de repensar sobre isto.
Coelhos facilmente se tornam vítimas do calor, devido à desidratação e principalmente à insolação. A partir dos 27 graus já se acendem as luzes vermelhas e você deve fazer todo o possível para controlar a temperatura do ambiente e prestar muita atenção ao seu amiguinho. Caso a temperatura continue a subir e chegar aos 30 graus, seu coelho corre sérios riscos.
Lembre-se: o coelho não está adaptado para viver em regiões muito quentes! Tenha isso em mente antes de sair de casa para trabalhar ou ir à praia e deixar seu mascotinho em casa, à mercê da própria sorte.
Se você o ama, com certeza terá este aviso em mente antes de sair de casa, pois o risco de chegar em casa e encontrá-lo todo molenga, inconsciente ou até mesmo morto, vítima da insolação, é muito alto.
Agora que estou consciente dos riscos, o que devo fazer?
Uma das mais importantes precauções já foi aqui citada: seu mascotinho deve ficar em um lugar arejado e ventilado. Deixe-o em um lugar com bastante sombra e com muita água à sua disposição.
Para quem cria o coelhinho dentro de casa, a sombra não será um problema. Já para quem os cria no quintal de casa, tenha em mente que a sombra deve ser constante (o dia inteiro). Preste muita atenção se o local onde ele fica não é atingido pelo sol em nenhum momento, pois o Sol está constantemente se movimentando. Assim, se você o deixar na sombra às oito da manhã, certifique-se de que este local estará bem sombreado ao meio-dia, às três da tarde e assim por diante.
Mantenha a gaiola longe de luz direta, principalmente nas horas mais quentes do dia.
Um bom meio de atenuar a temperatura nestes dias tão quentes, é colocar uma pedra de gelo (utilize água filtrada) dentro da água do bichinho. Isso ajudará a refrescá-los mais rápido e diminuirá a sensação térmica.
Você pode ainda fazer uso de ar-condicionado ou mesmo criar um em casa, como na imagem abaixo:
ar-condicionado caseiro

Tome o cuidado de não colocar o ventilador diretamente sobre o bichinho. Os coelhos são sensíveis a qualquer mudança brusca, e isto poderia lhes ser fatal. Coloque o ventilador a uma certa distância e cubra parte da gaiola com uma toalha úmida. Basta apontar o ventilador para a região coberta pela toalha. A parte da gaiola que está descoberta não deve ser atingida pelos ventos provenientes do ventilador, para que ele possa ir para esta parte caso esteja ficando frio.
Outro método é o uso de garrafas congeladas.
Se seu coelho é criado dentro de casa, procure colocar uma toalha ou tecido absorvente embaixo da garrafa, para que não deixe o piso molhado enquanto o gelo da garrafa derrete. Se ele costuma passar a maior parte do tempo em gaiolas, deixe a garrafa do lado de fora da gaiola, próximo à ela. Jamais deixe a garrafa dentro, encostada ou muito próxima da gaiola.
Você pode utilizar a imaginação e desenvolver a melhor maneira de refrescar seu mascote.
Na internet, no blog do hammychin, encontrei um esquema de uma gaiola muito bem elaborada. O autor utilizou-se da garrafa congelada para refrescar seu chinchila. 
Embora o esquema da gaiola tenha sido desenvolvido para um chinchila, ela pode ter seu tamanho aumentado, adaptando-o para um coelho.
Se você tiver duas gaiolas ou tiver disponibilidade para comprar uma gaiola menor, um isopor grande e um pedaço de cano (suficientemente grande para que seu coelho possa passar), este é um meio muito eficiente de refrescar seu mascote.
Na falta de outra gaiola menor, pode-se ainda utilizar algum material vazado (madeira com furos, por exemplo) para colocar dentro do isopor.
Tome o cuidado de deixar a caixa destampada, para que seu coelho possa respirar.
Pra quem se interessou pelo esquema, pode vê-lo na imagem abaixo ou visitar o blog hammychin (clique aqui para visitar o blog).
Existe ainda a possibilidade de colocar um pedaço de mármore ou cerâmica no congelador e depois instalá-lo na parte de baixo da gaiola.
A imaginação e criatividade do dono é o limite. 
Procure somente tomar cuidado para que seu coelho não entre em contato direto com o gelo e que ele não se molhe.
Você pode ainda passar um pano ou toalhinha úmida nas orelhas dos bichinhos. Não encharque as orelhas, apenas as umedeça.
Se for viajar, coloque uma toalha molhada sobre a gaiola e jamais a deixe no Sol.
Outro cuidado que temos que ter no verão é com as tempestades.
Caso seu coelho fique em casa, não o deixe próximo de janelas, pois a chuva poderia facilmente molhá-lo. Ainda que o local seja coberto, lembre-se de que a maioria dessas tempestades vem com ventos fortíssimos, suficientes para fazer com que a água da chuva "voe" para dentro de casa.
Se seu coelho for criado em seu quintal, deixe um local coberto à disposição de seu amiguinho.
Lembre-se: utilize uma pitada de imaginação e uma colher cheia de bom-senso.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Mamadeira para Filhotes: Leite Sucedâneo


Infelizmente no Brasil não são raros os casos em que as pessoas abandonam os filhotes de coelhos por não quererem dedicar alguns poucos minutos diários no cuidado destes adoráveis mascotes. Em diversos fóruns pela internet encontrei casos em que filhotes com dias ou mesmo horas de vida foram abandonados em terrenos baldios, entregues à própria sorte. Felizmente muitos desses filhotes são encontrados por pessoas de bom coração que se dispõe à ajudá-los.
Há casos também em que as próprias mães desses coelhos rejeitam-os, impedindo-os de mamar ou morrem durante ou após o parto, deixando os filhotes sem os benefícios do leite materno.
Para estes casos existe uma solução chamada leite sucedâneo, que é um substituto do leite materno.
Como todos sabemos, nada substitui o leite materno. Portanto, esta solução deve ser administrada apenas para os casos descritos acima, em que os filhotes não tem acesso ao leite materno.
Caso você encontre em sua cidade leite para gatinhos, como o Max Milk, por exemplo, prefira-os ao invés do leite sucedâneo. Agora, se você mora em uma cidade como a minha.... então o jeito é recorrer ao leite caseiro.
Você poderá usar um conta-gotas, uma seringa pequena ou uma mamadeira para filhotes. A mamadeira da foto abaixo, por exemplo, tem capacidade para 45 ml e custa por volta de R$ 19,00.
Você pode também utilizar mamadeira para bebês.
Não vou citar aqui as fontes da receita, já que as mesmas foram encontradas da mesma maneira em diversos websites nacionais e estrangeiros.
Abaixo segue a receita:
  • 100 ml de leite de cabra ou integral
  • 20% de uma gema
  • 1/2 colher (chá) de creme de leite
  • 1 pequena pitada de açúcar
  • 1 minúscula pitada de sal
Modo de Preparo:
Bata a gema e acrescente o leite, colocando a mistura para ferver.
Quando estiver fervendo, acrescente aos poucos os demais ingredientes, misturando sempre.
Tire a mistura  do fogo e deixe esfriar.
Você pode, ainda, acrescentar à receita 10 gotas de vitamina B12 (facilmente encontrada em farmácias).
A mamadeira estará pronta quando estiver morna. Verifique a temperatura como se faz com bebês, pingando um pouco nas costas das mãos.
Não pense que será uma tarefa muito fácil administrar mamadeira para os pequeninos, mas com paciência logo você pega prática e o filhote se sentirá confiante para mamar.
O furo do bico da mamadeira é muito importante. O ideal é fazer um furo médio, já que furos muito pequenos podem cansar seu filhote facilmente (usa-se muita força para sugar) e furos muito largos podem fazer com que o leite saia em grande quantidade, engasgando o filhote.
Ainda que seu filhote não mame, tenha calma. Jamais o force a mamar, despejando leite em sua boquinha, pois isso poderia levá-lo à morte.
Aos poucos você verá que ele será capaz de aprender a sugar e reconhecer a mamadeira como sua fonte de alimento.

Vermifugando seu Coelho


A vermifugação dos coelhos é um fator muito importante e decisivo para sua saúde e longevidade. Infelizmente, quando você compra seu coelho, na maioria dos casos ele não vem vermifugado (exceto quando você o compra de pessoas sérias ou de pet shops).
Embora um bom vermífugo seja barato (custa em média entre 6 e 10 reais), muitos vendedores gananciosos preferem não gastar e evitam vermifugar seus coelhos, expondo-os a uma série de vermes, de bactérias e de vírus mortais.
Alguns dos parasitas mais comuns são: os helmintos digestivos, geralmente transmitida pela mosca doméstica, pelo contato entre animais parasitados ou pela ingestão de alimentos contaminados; os oxiúros (podem causar fortes surtos de diarréia); e os cestóides, que podem ser transmitidos pelo consumo de ervas frescas contaminadas.
Ao contrair uma dessas pragas seu coelho ficará indisposto, triste, abatido e se isolará em um canto. Também deixará de comer e, se não for tratado a tempo, irá enfraquecer e morrer.
O objetivo deste post não é incentivar uma auto-medicação ao serem constatados estes sintomas. A vermifugação impreterivelmente deve ser feita somente nos coelhos que não foram vermifugados. Caso seu coelho se encontre apático e sem fome, o mais seguro é levá-lo à um médico veterinário especializado em animais silvestres o mais rápido possível. Somente ele poderá lhe dizer com certeza se seu amiguinho está com vermes ou não.
A idade certa para administrar o vermífugo para um coelho deve ser até os primeiros 50 dias de vida. Após este prazo é aconselhável levar seu mascotinho a um veterinário especializado, pois a dosagem do vermífugo irá variar de acordo com o peso do animal.
Caso você queira prevenir o contágio de vermes, pode optar por administrar uma dose de vermífugo em intervalos anuais (de um em um ano) ou bienais (de dois em dois anos).
Um vermífugo bastante indicado entre os criadores é o Mebendazol, comumente encontrado em farmácias. Prefira vermífugos com sabor (framboesa ou laranja, por exemplo), pois será melhor aceito pelo coelho.

Para vermifugar seu mascote, vire-o de barriga para cima, como se fosse colocá-lo para ninar. Em seguida coloque o conta-gotas na boca do animal (do lado de fora para não engasgá-lo) e aperte até sair uma gotinha. A tendência do coelho será lamber essa gotinha. Assim que ele terminar de lamber, pingue uma segunda gotinha.
Jamais coloque o conta-gotas dentro da boca do coelho e muito menos o force a "beber" o vermífugo, pois ele poderia engasgar muito facilmente.
Após o procedimento acima (duas gotinhas já são suficientes para os filhotes de até 50 dias) seu coelho já estará vermifugado e pronto para uma vida sadia!
Fácil, não é?

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Aparando as Unhas


As unhas dos coelhos estão em constante crescimento. Sendo assim, elas necessitam serem desgastadas. O problema é que, muitas vezes, este desgaste não é possível.
Em seu meio natural, os coelhos estão constantemente escavando em busca de alimento ou de refúgio, o que os ajuda a desgastar constantemente as unhas, mantendo-as aparadas. Como muitos dos coelhos vivem dentro de casa ou em gaiolas, torna-se impossível para eles obterem um desgaste satisfatório.
Quando o coelho sobe em seu colo e esse simples ato (antes tão prazeroso) torna-se um tanto dolorido devido às suas unhas, chegou a hora em que deve tomar uma decisão: aparar as unhas dos mascotinhos.
Surge então outro problema: quem nunca aparou as unhas destes pequerruchos sente-se com medo de cortar  onde não se deve e machucá-los.
Bom, unhas grandes nunca são boas para ninguém, muito menos para os coelhinhos. É importante, portanto, apará-las, até mesmo para evitar que eles se machuquem ao se coçar.
Tomada a decisão, chegou a hora de se preparar.
Antes de entrar em ação, vamos conhecer um pouco mais sobre as unhas dos coelhos para entender onde devemos cortá-las para não machucá-los.
Existem dois tipos de unhas: claras e escuras.
Nas unhas claras é mais fácil o corte, pois fica mais fácil distinguir onde se pode cortar de onde não se pode cortar. Faça o seguinte: coloque a unha do bichano contra a luz, de modo que ela fique semi-transparente. Note que existem duas áreas bem diferenciadas: uma mais avermelhada, próximo da carne, e outra mais esbranquiçada, na outra extremidade. A área avermelhada nunca deve ser cortada, pois possuem vasos capilares. Na dúvida, corte apenas a uns meio centímetros da ponta.
A simetria do corte das unhas também deve ser respeitada. O corte deve ser feito meio inclinado, em um ângulo de 45 graus, aproximadamente.
unha clara

Nas unhas mais escuras torna-se difícil distinguir entre a ponta e a área dos vasos capilares. Neste caso, recomenda-se cortar apenas as pontas das unhas, também de forma inclinada:
unha escura

Se acaso você cortar acidentalmente a área dos vasos, basta pressionar a área por alguns instantes com gaze, a fim de estancar o sangue.
O cortador de unhas deve ser próprio para o aparo de unhas, caso você não encontre em sua cidade, pode ser utilizado alicate de cutícula, em último caso.
alicates

Enfim, é isso: não é nenhum bicho de sete cabeças e com certeza seu coelho estará menos suscetível a acidentes devido às unhas grandes.
Espero que neste post eu tenha tirado todas as dúvidas com relação ao corte de unhas.
Qualquer dúvida, postem um comentário.

A Urina dos Coelhos


Neste post vou relatar alguns cuidados com a urina do seu mascote, bem como algumas possíveis diferenças entre elas.
A urina é um tema que causa bastante dúvida entre os donos de mini coelho, por ser muito diversificada (sua cor e consistência irá variar de acordo com o que o coelho come ou deixa de comer).
A urina dos coelhos serve para liberar os excessos, que não são aproveitadas pelo organismo, como as altas concentrações de alguns minerais como o cálcio e o ferro, por exemplo.
Geralmente a urina dos coelhos assume uma coloração amarelo-pálido, mas pode variar muito.
O que causa essa mudança constante de coloração é a oxidação de alguns destes sais minerais, o que ocorre quando estes são expostos à atmosfera. Portanto, quanto mais alimento com sais minerais ele ingerir, maior será a mudança na coloração com relação aos dias em que ele ingerir poucos minerais.
Esta variação pode ir desde o amarelo-pálido já citado aqui, até o marrom escuro, o amarelo uniforme, o alaranjado, o vermelho uniforme ou o vermelho escuro. Estas colorações são perfeitamente normais e o dono (a) não deve se assustar com elas, achando que seu mascote tem algum tipo de problema de saúde.
urina vermelha

Um tipo muito comum de urina é a vermelha.
Geralmente a urina vermelha é causada devido à um déficit de nutrientes na alimentação dos pequenos e pode ser facilmente resolvida aumentando a quantidade de legumes frescos e feno à dieta. Alguns especialistas recomendam acidificar a água por alguns dias com vinagre de maçã. 
Tome cuidado com a urina vermelha, pois em muitos casos ela pode se parecer muito com a urina com sangue.
Para saber se a urina é vermelha por causa de nutrientes ou por causa de sangue, faça um teste simples: coloque um papel branco (pode ser uma folha de sulfite comum) onde seu coelho costuma urinar. Fique de olho e, assim que ele urinar, retire o papel e veja se o vermelho é forte e opaco e se ele permanece assim por muito tempo. Se a urina estiver vermelha por causa dos nutrientes, ela logo irá adquirir uma coloração amarelada (quase fluorescente) até ficar laranja.
A consistência da urina também é um fator que traz muitas preocupações às pessoas. Ela pode ser líquida ou cremosa (pastosa). Geralmente as de consistência pastosa são assim devido ao tempo em que o coelhinho ficou sem urinar e à alta quantidade de cálcio eliminada pela urina. Recomenda-se, neste caso, diminuir o cálcio na alimentação até que a urina se normalize.
Tome muito cuidado para que seu coelho não entre em contato constantemente com a urina, pois eles podem desenvolver micose nas patas. A urina é ácida e pode, inclusive, causar problemas respiratórios nos pequenos, por isso é vital a higienização diária das gaiolas e dos lugares onde eles fazem suas necessidades.
Se ele urinar em algum lugar que não seja para isto, você pode limpar o local com uma solução feita com vinagre branco diluído em água, para evitar que eles reconheçam o local (eles reconhecem pelo cheiro, mesmo que você não sinta o odor da urina).
Ao contrário do que muita gente pensa, o odor da urina do coelho não é tão forte e é, inclusive, utilizada por grandes grifes de perfume como Paco Rabane, Kenzo e Christian Dior, pois ajudam na sua fixação.
Para finalizar, não se esqueçam: o principal é a saúde deles. Portanto, você não vai se importar de passar meia hora por dia cuidando da higiene da gaiola ou do banheirinho deles, quando o que está em jogo é a saúde e a vida destes adoráveis pequerruchos.

sábado, 12 de novembro de 2011

Meu Coelho Fala Coelhês!

Se você é do tipo de pessoa que pensa que animal não é um ser inteligente, jamais estará aberto para notar a linguagem dos coelhos. Eles podem não se comunicar como nós, através de um conjunto de palavras ou de sinais muito bem elaborados e diversificados, mas eles também são capazes de se comunicar, assim como todo e qualquer animal.
Se você dedicar certo tempo para observar seu coelho e, acima de tudo, tentar obter respostas dele (reproduzindo os sinais), com certa notará o que seu coelho quer dizer.
Não estou dizendo aqui que seu coelho irá falar pra você: "Ei cara, me traz um pouco de feno e uma folha de couve", mas sim que você será capaz de saber quando seu coelho está feliz, triste, com medo, ansioso ou relaxado.
Existem três pontos principais a serem observados: os movimentos do nariz, do corpo e das orelhas.
O nariz é, de longe, a melhor forma de saber sobre o grau de interesse de seu coelho em determinada pessoa, situação ou objeto.
Quando eles estão centrados em alguma coisa, o nariz começa a mexer sem parar. Quando mais centrados estão, mais o nariz tem a tendência de se mexer.
Pela internet encontrei algumas experiências muito interessantes para se tentar fazer e brincar um pouco com seu coelho. O texto, em inglês, tem por nome "Language of Lagomorphs" e ensina a usar os lábios superiores dobrados para cima, sempre se mexendo, para reproduzir o movimento do nariz do coelho. Lá ensina-se a fazer um exercício bem simples: deite-se no chão próximo do coelho, enquanto ele estiver deitado e comece a movimentar os lábios superiores de forma a imitar o movimento do nariz do coelho. Comece rápido e veja a reação do coelho. Depois vá diminuindo o movimento lentamente e veja que seu coelho fará o mesmo. Tente aumentar o movimento mais uma vez e diminua até que o coelho relaxe.
Este exercício é bem simples, mas a finalidade principal é criar um elo de ligação mais forte entre você e seu mascote, permitindo que o dono preste mais atenção ao seu coelho e perceba sinais até então desconhecidos.
Outra coisa importante a se observar na linguagem de sinais que o coelho pratica é a posição de suas orelhas.
Este tipo de sinal torna-se perceptível até mesmo entre os fuzzy loop, que possuem as orelhas caídas. Você notará que, quanto mais o coelho estiver interessado em alguma coisa, mais as orelhas dele vão estar voltadas para o objeto. No caso dos coelhos de orelha em pé este tipo de sinal é mais facilmente perceptível. Já nas raças de orelha caída basta prestar um pouco mais de atenção.
A posição corpórea também diz muito sobre o estado de stress ou de relaxamento do coelho.
Um coelho relaxado irá se esticar todo, já um coelho com medo ou estressado irá se encolher e poderá virar as costas para você. Coelhos felizes costumam saltitar para demonstrar sua felicidade, e isto também é uma forma de linguagem.
Acima de tudo, cabe a cada um descobrir a linguagem impregada por seu mascote, pois cada coelho possui uma personalidade única, diferente uns dos outros.
Passe muito tempo ao lado do seu coelho e preste muita atenção aos sinais que ele demonstrar.

Cuidado: Mosquito!!!


Aqui em casa sou conhecido por minha esposa como um exterminador de mosquitos. Se tem algum animal que não suporto são esses insetos voadores. Na minha opinião, apenas as moscas, com sua persistência incomparável, ganha deles. Os mosquitos (mais conhecidos como pernilongos) parecem inclusive dotados de um poder extraordinário que os faz desaparecer por completo ao tentar exterminá-los. Faça um teste: tente matar um mosquito e verá o quão rápido ele desaparece para depois de alguns minutos voltar a zumbir perto de você, sedento de sangue.
Bom, como este blog tem por finalidade única e exclusivamente tratar de coelhos, deixarei de lado aqui meu particular repúdio por estas criaturinhas transmissoras de doenças e passarei a tratar de um assunto muito sério para nossos mascotes: a mixomatose.
Esta doença é de longe uma das mais graves que acometem os nossos pequenos amigos. Quando não identificada há tempo, ela pode se espalhar rapidamente, causando uma grande infestação (no caso de criadores que possuem mais de um coelho). 
Para se ter uma idéia da gravidade da doença e da rapidez que ela age, bastam de 4 a no máximo 8 dias após o aparecimento dos primeiros sintomas para que a doença faça as suas vítimas.
Mas afinal, o que tem a ver o mosquito com tudo isso?
Tem tudo a ver. É ele quem transmite a doença para os coelhos.
Por isso, aqui em casa, instalei telas em todas as janelas. Se vejo algum mosquito voando, tomo logo o cuidado para que não chegue com vida perto da pititinha (minha mini coelha).
Além disso, faz-se necessário manter sempre a gaiola limpa (tem que ser limpa todos os dias) para evitar o aparecimento de outros tipos de mosquito (que também são transmissores de doenças).
Como se reconhece a mixomatose?
O primeiro sintoma é corrimento nasal. Com o tempo, este corrimento vai aumentando gradativamente, chegando ao ponto de dificultar a respiração.
Os sintomas subsequentes são: olhos congestionados e inflamados, com bastante corrimento; aparecimento de tumores na base da orelha, nariz e lábios; inchaço da cabeça do animal.
Logo os tumores se espalham pela cabeça, e não demora muito tempo já aparecem também pelo corpo do animal, aparecendo em grande quantidade na região do ânus e órgãos genitais.

Os tumores, quando se abrem, expelem um líquido mucoso de cor rosa.
Os coelhos são acometidos de febre e logo morrem.
Os mosquitos são os únicos vilões da história? De forma alguma, pois a pulga também é transmissora da doença. Contudo, temos a tendência de nos preocuparmos muito mais com as pulgas do que com os mosquitos, pois já sabemos que as pulgas são uma praga maléfica, mas geralmente não nos preocupamos muito com outros insetos e isso pode ser fatal para nossos mascotes.
Além da constante diária das gaiolas, mantendo sua higiene constante, recomenda-se vacinar os coelhos com uma vacina preventiva.
Caso você suspeite que seu coelho está infectado, leve-o imediatamente à um veterinário especializado em animais silvestres.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Faça Você Mesmo: Feno

Este artigo visa ajudar muita gente que, como eu, encontra dificuldade em conseguir feno em sua cidade em pet shop ou hipermercados.
Ao perguntar para diversos vendedores (em pet shop) se tinha feno, muitos deles me olhavam como se eu estivesse falando outra língua. Talvez pensassem que eu estava atrás de droga ou talvez que eu estivesse procurando alguém chamado "feno", vai se saber. O fato é que após tentar encontrar feno em oito pet shops diferentes, apenas em três os vendedores sabiam o que era feno. Nos outro cinco eles apenas se limitaram a me olhar por alguns segundos, até o "tico-e-teco" entrar em colapso e me voltar um olhar indagador, suplicando que eu explicasse do que se tratava aquilo. Então eu tinha de dizer "capim seco, comida pra coelho", etc.
Bom, se você conhece algum lugar onde tenha capim como um terreno baldio, por exemplo, está na hora de fazer feno de excelente qualidade para seu coelhinho.
Em primeiro lugar, é importante saber distinguir a diferença entre as espécies de capim e quais são as melhores.
Neste artigo abordarei as principais diferenças dos quatro tipos principais e mais comuns de capins: o Tifton, o Coast Cross, o Gramão e o Elefante.


  • Tifton

O Tifton é este aí da foto de cima. Ele tem as folhas finas e possui uma haste bem rígida e cresce cerca de 90 centímetros.

  • Coast Cross

O Coast Cross é o mais indicado. Possui as folhas um pouco mais grossas do que o tifton e cresce bem mais.

  • Gramão
O Gramão é um dos mais fáceis de identificar, por ser o mais rasteiro e alguns brotos possuirem uma espécie de "estrela" com cinco pontas.

  • Capim Elefante
Este é o mais alto de todos e chega a medir mais de dois metros, o que também o torna o mais fácil de ser identificado.

Agora que você já aprendeu a diferença entre os principais tipos e escolheu o seu preferido, vamos por as mãos na massa.
É importante salientar que, para que se produza feno de excelente qualidade, é fundamental que se faça o corte do capim até o início da floração, quando o capim está em sua fase plena de vegetação, possuindo uma grande quantidade de folhas. O capim deve ser verde, ter as hastes flexíveis e macias e estar livre de ervas daninhas. Também é importante não possuir bolores, fungos, lagartas ou caramujos. O cheiro deve ser agradável.
Jamais corte em dias nublados, e você deve cortá-los sempre pela manhã, após a evaporação do orvalho.
O corte deve ser feito entre 5 e 10 cm do solo e pode ser feito com qualquer equipamento simples, como uma faca, por exemplo.
Após cortar o capim, o mesmo deve ficar exposto ao sol em secadoras de madeira ou no solo.
Para uniformizar a secagem, é importante que o capim seja virado ou revirado pelom menos duas vezes ao longo do dia.
Ao final do dia, deve-se juntar o material fenado e move-lo para algum lugar quente e seco, como uma lareira, por exemplo, e deverá ser novamente exposto ao sol na manhã seguinte.
Em boas condições de insolação e ventilação, em no máximo três dias já é possível obter feno.
Em termos comuns, fazer feno é como fazer bolo: é necessário ficar sempre de olho até chegar ao ponto certo.
O feno está no ponto ideal quando, ao apertar os nós ou torcer uma porção de capim não houver umidade ou seja, não sair água. Se ao torcer uma porção de forragem, a mesma se desfizer lentamente e não soltar água, ela estará pronta.
Se ao torcer uma porção de capim ele estiver quebradiço, significa que o feno passou do ponto. Este feno será de menor qualidade, devido a perda de nutrientes.
Tão importante quanto a confecção, é também a estocagem. Você deve guardar o feno em local fresco e seco, longe de umidade e deve armazená-lo em sacos plásticos bem fechados.
Antes de usar o feno, é aconselhável picá-lo para que tenha uma maior absorção de nutrientes por parte do organismo dos bichanos. També preste bastante atenção na coloração: um bom feno deve apresentar coloração esverdeada, semelhante ao da planta que o originou, odor agradável e ausência de bolor.
Com este artigo, espero ter ajudado um pouco não apenas aos donos, mas principalmente aos nossos mini coelhos tão queridos que, por falta de feno em cidades pequenas como a minha, às vezes ficam sem esta ótima fonte de nutrientes que lhes é essencial à saúde.

Feno é Tudo de Bom!

Uma coisa é certa: jamais deixar faltar feno para o seu mini coelho.
Isso porque o feno, dentre outras coisas, ajuda a desgastar os dentes, mantém seus mascotes com muita energia, evita a anemia e a maioria dos coelhos adoram.
Mas afinal de contas, o que é "feno"??
Feno nada mais é do que capim desidratado, que conserva seu valor nutritivo original. Conforme explica o engenheiro agrônomo José Nilton Moreira, "a fenação é um processo de conservação de forragem que, quando é bem feita, preserva a qualidade do alimento tal qual se o animal a consumisse verde". A vantagem dele ser desidratado é que pode-se armazená-lo por muito tempo que, ainda assim, ele conservará todas as suas propriedades, tornando-se uma ótima fonte de proteínas e de vitaminas A e D.
Na natureza, o capim é a base da alimentação dos coelhos. Mas para quem mora em cidade, fica difícil conseguir um pouco de capim fresco, certo? Daí a vantagem do feno. Além do mais, ele é o responsável pelo desgaste dos dentes dos pequenos, uma vez que seus dentes estão em constante desenvolvimento e eles necessitam de algo para roer, a fim de evitar problemas mais sérios.
O feno promove o equilíbrio das funções intestinais dos coelhos, devido ao fornecimento de fibras.
Caso seu mascote esteja com desarranjo intestinal por ter comido algo que lhe fez mal, experimente deixá-lo sem ração, à base de feno e água. O feno é um santo remédio, pois irá regular seu intestino, evitando a desidratação.
Se a cor da urina de seu coelho é vermelha, é sinal de que falta alguns nutrientes na alimentação. Uma boa dieta a base de feno irá resolver o problema.
O feno também ajuda na eliminação das bolas de pêlo que se formam devido à ingestão acidental de pêlos que o coelho faz toda a vez que se lambe para manter sua higiene.
Apesar do feno só fazer bem ao seu mini coelho, alguns cuidados devem ser tomados durante a escolha do mesmo: sempre prefira feno de coloração verde e evite as amareladas. Tome cuidado também com a qualidade dos fenos que se encontram por aí, pois muitos deles trazem consigo pulgas ou carrapatos.
Se você tiver dificuldade para encontrar feno em sua cidade, entre em contato conosco, mas jamais deixe de dar feno ao seu animal.
É por essas e outras que o feno é tudo de bom!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Presos ou Soltos?

Os coelhos devem ser criados presos ou soltos? Posso criá-los em apartamento?
Os coelhos são animais como qualquer outro, pensando bem são até mesmo comparáveis à nós, seres-humanos. A única diferença é que eles não falam nossa língua, e tudo o que não fala nossa língua é considerado fútil, descartável e desprovido de inteligência.
Na verdade, os coelhos são muito inteligentes. Embora não falem nossa língua, eles possuem sua maneira própria de se comunicar e mostrar o que estão sentindo.
Basta parar um pouco e prestar bastante atenção em sua linguagem corpórea, e verá então que eles são iguaizinhos a nós. Quando estamos com medo, nos encolhemos um pouco, e os coelhos também se encolhem todo, buscando refúgio em algum lugar seguro (como nós). Quando vemos algo novo queremos logo saber o que é, e os coelhos são tão curiosos quanto nós. E estes são apenas alguns exemplos.
Se é assim, então eles também tem sentimentos?
A resposta é sim. Eles podem, inclusive, ficar magoados com alguma atitude nossa e virar as costas quando formos fazer carinho, como nós quando guardamos ressentimento de alguém.
Assim sendo, os coelhos também estão suscetíveis ao bem ou mal que determinado sentimento pode lhes trazer.
Se você cria seu coelho preso, já deve ter notado o quão triste ele parece ser isolado em um canto da gaiola e o quão feliz ele fica toda a vez que você o solta (eles demonstram sua felicidade correndo e saltando pela casa). Logo, se você os criar em gaiolas a vida toda, o risco deles desenvolverem depressão é muito alto em comparação com os que são criados soltos pela casa.
Há quem diga que os cria em gaiolas por não ter muito espaço em casa. Também há quem os abandone por estarem de mudança para apartamento. Eu posso assegurar, por experiência própria (moro em aparatamento e não disponho de muito espaço) que dá sim para criá-los soltos e em apartamento.
Em primeiro lugar, eles são pequenos e não necessitam de muito espaço: geralmente um cômodo já é o suficiente. Eu e minha esposa criamos nossa mini coelha (seu nome é Pititinha) solta dentro do apartamento e só a prendemos na gaiola à noite, pois guardamos algumas bicicletas neste cômodo e temos medo que ela se machuque. De dia, como as bicicletas não estão em casa, ela fica solta e tem espaço livre do cômodo onde ela fica à cozinha, onde ela adora deitar para dar um cochilo.
É claro que tivemos de fazer algumas adaptações, como colocar sapatos atrás do sofá, para evitar que ela fosse mordiscar os fios que tem por lá. Ainda assim, bastou ela descobrir que dava para chegar à parte de trás do sofá pulando por um pequeno vão que ficou na parte de cima e isto foi o suficiente para que o fio do nosso telefone foi destruído por ela.
Algum tempo depois, foi a vez do fio da geladeira. Agora tem um pote de amaciante cheio de água (para ficar pesado) atrás da galadeira, impossibilitando que ela tenha acesso à este local.
Fora isto, não há muitos problemas.
Os coelhos são organizados e limpos. Sempre fazem suas necessidades em um mesmo local. Aqui em casa, educamos a Pititinha para fazer suas necessidades sempre na gaiola, que mantemos sempre limpa (tem que limpar todos os dias, pois a urina é ácida e pode causar fungos e doenças respiratórias nos coelhos). De vez em quando aparece uma bolinha aqui e outra ali em algum canto da casa, mas é bem pouco e também é fácil de limpar. Agora urina, ela nunca faz pela casa, apenas em um canto específico da gaiola.
Portanto, seja uma pessoa responsável e consciente: não se desfaça de seu bichinho somente porque vai morar em algum lugar menor e procure criá-lo em liberdade.
Se você não puder criá-lo livre, pelo menos faça um cercadinho bem espaçoso ou compre uma gaiola bem espaçosa para ele. Solte-o pelos menos duas vezes ao dia (pelo menos uma hora cada vez que soltá-lo) para que ele possa esticar as perninhas e lembre-se acima de tudo: você é o guardião de uma vida que não pode decidir por si só. Por isso, faça o possível para que a vida de seu mascote seja a mais feliz possível.

Cenoura e Alface

A alimentação dos mini-coelhos é um quesito muito importante, pois dada a fragilidade e rapidez de seu metabolismo, qualquer mudança pode ser fatal.
Neste artigo abordaremos alguns quesitos importantes e questionaremos a crença naquelas imagens que nos vêm a cabeça logo que pensamos em alimento para coelhos: cenoura e alface.
Afinal de contas, cenoura e alface é bom?
Há quem diga que alface não faz mal. Eu, sinceramente, prefiro não arriscar. Ao realizar várias pesquisas na internet me deparei com a opinião de inúmeros criadores que recomendaram a não alimentar o mini coelho com folhas claras (principalmente alface).
Mas qual o mal que isso pode causar?
A resposta é simples: diarréia. Ao ser ingerido, o alface causa irritação nas mucosas do intestino do coelho, impedindo a absorção de líquidos e levando o animal à desidratação e a perda de nutrientes, deixando-o enfraquecido e mais suscetível às doenças. Ao ficar desidratado, o organismo do animal entra em colapso, provocando sua morte.
Mas existem criadores que alimentam seus coelhos com alface desde pequenininhos.
Nesse caso vejo que não é via de regra que a ingestão de alface faça mal. Vai de cada um decidir o que é melhor e o que vai ou não fazer mal aos seus mascotes. Assim, vale a pena seguir a regra para seu coelho: se decidir dar alface ao seu coelho, dê em quantidade moderada e veja se não vai lhe fazer mal. Caso faça mal, suspenda o alimento imediatamente e dê bastante feno e água para seu mascote.
Ainda com relação à alimentação, sempre que pensamos em coelhos nos vêm logo à cabeça aquela célebre imagem do pernalonga mastigando uma cenoura. Você deve estar se perguntando: "Não vai me dizer que cenoura também faz mal???"
Não faz (desde que seja dada em quantidades moderadas).
A cenoura contém carboidratos que se transformam em açúcar (glicose) no organismo. O coelho possui um corpo pequeno em relação à outros animais, portanto se você der a ele a mesma quantidade de açúcar (no caso, de alimentos que contém glicose) que você costuma ingerir, com certeza não fará mal à você, mas à ele sim.
Os ramos podem ser dados diariamente, mas a cenoura é aconselhável no máximo uma vez por semana.